Para colocar isso em contexto: em 2014 os custos logísticos representavam cerca de 10,4% do PIB. Ou seja, em pouco mais de uma década, houve um crescimento significativo mostrando que apesar de avanços tecnológicos e de gestão, a infraestrutura e os modelos operacionais ainda demandam atenção.
Esse impacto não aparece apenas nos números macroeconômicos. Na prática, quem vive operação sabe que cada dia perdido no armazém, cada trajeto mal planejado e cada falha de organização se traduz em dinheiro a mais sendo gasto. E isso não é detalhe: afeta diretamente o orçamento, a produtividade e até o preço final cobrado pelo serviço ou produto.
E não é só transporte que pesa. Parte importante desse custo vem de estoque e movimentação interna, áreas onde a falta de organização é frequentemente invisível até que vire problema real.
Para empresas que operam com volume, especialmente no Brasil um país com dimensões continentais e infraestrutura ainda desigual esse cenário significa que não é possível mais ignorar a eficiência operacional. Soluções que podem parecer simples, como padronização de processos, organização do estoque, identificação de itens e fluxo de picking, podem fazer uma diferença enorme na redução desses custos invisíveis.
Em outras palavras: entender como o custo logístico está composto e o que ele consome do seu orçamento não é apenas “algo para o time de finanças olhar”.
É um tema real que impacta a operação do dia a dia, a saúde financeira da empresa e sua competitividade no mercado.
Em 2025, os custos logísticos no Brasil alcançaram um patamar que preocupa gestores e empresários: 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Esse percentual é alto e reflete que grande parte dos recursos das empresas está sendo consumida na movimentação, armazenamento e transporte de bens, muito acima do que se observa em economias mais eficientes.